O trabalho da tristeza
Depois que o meu amor se foi, o único sorriso que eu tinha, e que guardava pra usar quando fosse feliz, caiu no chão, quebrando-se em mil pedaços que criaram asas e saíram voando pela porta atrás dele.
Logo em seguida, tocaram a campainha. Era a Tristeza, dizendo que tinha sido enviada pra cuidar de mim naqueles dias. Sem que eu a convidasse, entrou na minha casa e sentou-se no sofá. Me disse que, assim como a Alegria, ela também trabalhava no coração humano e, ainda que usasse ferramentas mais dolorosas, assegurava que era tão eficiente quanto a irmã.
Assim que ela terminou essa frase, meus olhos se encheram de lágrimas e, sob o seu olhar atento, deitei-me em minha cama com os ossos moles e os olhos mortos, olhando o tempo passar do lado de fora da janela, pensando em todos os erros que tinha cometido na vida, quase me arrependendo de ter nascido.
Depois de um tempo e meio, eu olhei pro meu jardim e vi que a roseira estava cheia de novos botões. Senti inveja dela e muita mágoa, porque ela podia renascer e florescer enquanto eu sequer podia levantar da cama. A Tristeza me disse que a mesma Mão que a alimentava, me alimentaria também, mas era preciso que chegasse a estação própria, assim como a roseira floria na primavera.
No outro dia, o brilho do sol entrou com força pela janela e, quando eu olhei em volta, vi que a Tristeza tinha partido. Meu coração batia mais firme, quase com coragem. Olhei pra ele e vi que lá dentro havia uma pequena árvore, parecida com a roseira e com muitos, muitos botões. Quase chorei de felicidade quando vi que era um pé de sorrisos, que logo se abririam em flor. .
Logo em seguida, tocaram a campainha. Era a Tristeza, dizendo que tinha sido enviada pra cuidar de mim naqueles dias. Sem que eu a convidasse, entrou na minha casa e sentou-se no sofá. Me disse que, assim como a Alegria, ela também trabalhava no coração humano e, ainda que usasse ferramentas mais dolorosas, assegurava que era tão eficiente quanto a irmã.
Assim que ela terminou essa frase, meus olhos se encheram de lágrimas e, sob o seu olhar atento, deitei-me em minha cama com os ossos moles e os olhos mortos, olhando o tempo passar do lado de fora da janela, pensando em todos os erros que tinha cometido na vida, quase me arrependendo de ter nascido.
Depois de um tempo e meio, eu olhei pro meu jardim e vi que a roseira estava cheia de novos botões. Senti inveja dela e muita mágoa, porque ela podia renascer e florescer enquanto eu sequer podia levantar da cama. A Tristeza me disse que a mesma Mão que a alimentava, me alimentaria também, mas era preciso que chegasse a estação própria, assim como a roseira floria na primavera.
No outro dia, o brilho do sol entrou com força pela janela e, quando eu olhei em volta, vi que a Tristeza tinha partido. Meu coração batia mais firme, quase com coragem. Olhei pra ele e vi que lá dentro havia uma pequena árvore, parecida com a roseira e com muitos, muitos botões. Quase chorei de felicidade quando vi que era um pé de sorrisos, que logo se abririam em flor. .

1 Comments:
Essa foi a que mais gostei.bjs e parabéns.
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